O frio escancara os vazios que a gente esconde no calor?


Esse textoterapia aqui vai ser diferente

Não tem aula de coragem, não tem roteiro de superação.
É só um respiro. Um alívio. Um desabafo. Talvez só pra eu me ouvir melhor.


Desde a última vez que a gente se falou por aqui, muita coisa esfriou.
E não falo só do clima.

Já enfrentei -7º em outros cantos, mas os 4º da madrugada aqui em Santa Catarina estão doendo diferente.
Essa semana faz sete meses que tô vivendo minha primeira vez sozinha, encarando minhas falhas, escolhas, experiências, dores, sorrisos, coragens e fracassos.

E qual é o saldo desses sete meses?
Não é pra qualquer um.
Mas como vocês já sabem, eu nunca fui qualquer uma.

Por isso sigo aqui.
Por que não volto pra Goiânia? Porque agora eu moro aqui.

Talvez pelo fato de estar com saudade dos meus, o frio tenha viralizado essa pergunta na minha mente:
"O frio escancara os vazios que a gente esconde no calor?" Sei lá.

Só sei que esses dias gelados têm me feito sentir falta de gente. De colo, de abraço, de um corpo quente pra esquentar meu pé gelado hahaha. Falta de vozes conhecidas, dos cheiros que aquecem a memória.

Sigo tentando me manter consciente, enquanto sou minha única companhia. O frio entra pelas frestas da porta e também pelas brechas da alma. Tem dias em que tudo parece quieto demais. A cidade desacelera. O corpo desacelera. Mas a cabeça faz o contrário. Me pego introspectiva. Mais reativa. Mais sensível. Mais tudo... Sigo consciente.

Calma. Eu tô bem, tá? É só que eu sou do tipo que escreve. Que sente, digita, volta, apaga, escreve de novo. Eu me escuto escrevendo. Me entendo escrevendo. É por isso que às vezes eu pareço confusa, mas é só mais um rascunho...

Se eu não pego o celular pra gravar um story, passo a semana sem dizer uma palavra. E na real? Nem tenho o que falar. Sempre me chamaram de raio de sol. E agora eu tô sentindo isso na pele: a falta do meu sol, do meu brilho que ficou lá no verão, com aquela energia desbravadora, quente, viva.

Me encontro fria.

O que me salva são os brothers que arrastam pro rolê, que não desistem da gente mesmo quando a gente tá difícil. A gente vai formando família por onde passa. Quem bate energia com a tua, arrasta. Quem não bate, Deus mesmo me livra. 

Agora são 17h50, tô aqui digitando com frio nas mãos, pensando que meu estoque de vinho acabou e que preciso garantir outro. Esquentar o corpo virou questão de sobrevivência. Tem dias que eu paro e penso: tô vivendo ou o frio tá me fazendo ter alucinação? Sei lá.

Sigo consciente.
Nem fome tô sentindo…

Desde o último texto "O Último Rolê do Rolê"  vivi outros tantos. Alguns, eu comecei a contar aqui. Estão todos nos rascunhos. Qualquer hora desses, eu solto eles pra roda. Mesmo com esse frio de lascar, tenho saído com minha galera.

Se não sair, enlouquece.
(Não que a gente já não esteja meio maluco…)

Queria contar muita coisa aqui hoje, mas é isso. Tô tentando dar esse salve faz dias. Escrevo linhas e linhas, apago. Deixo em rascunho… Mas hoje, publiquei.

Porque seguir consciente… já é coragem pra caramba.

E a gente sobrevive.

Nos rolês que têm fogueira, quentão e calor humano.
Na esperança de que logo o sol volte por dentro e por fora.

E falando em calor humano, aqui vai uma listinha de lugares que me aqueceram no mês, com boas músicas, boas conexões e boas risadas: 👇



Tiogethers
🍸 CREAMY
🌅 Céu de Floripa
🎶 FloripaCritical
🍝 Lazetas Massas Artesanais & Petiscos

Se for, aproveita por mim. E se cruzar comigo por lá… me chama pra dividir um vinho. 😌

Enquanto escrevia esse textoterapia, Desenho do Ret tocava aqui.
Talvez por isso o texto tenha saído assim: meio frio, meio quente, meio confuso, mas ainda assim... verdadeiro. Sem nexo, mas com sentimento. 

Ray 🫰


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